segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tudo no Brasil é burla.

É chato ficar criticando a todo momento, mas está difícil fazer vistas grossas para a nossa realidade. Eis o que está acontecendo nas nossas barbas. A inflação, pelo jeito, chegou para ficar, apesar do blá-blá-blá do Mantega, já anda em torno de 6,75%; nenhuma obra de grande importância foi concluída, o esforço é construir estádios de futebol enquanto o Nordeste morre esturricado pela seca; os portos não aguentam mais nem um caiaque; rodovias de pista dupla estão obsoletas, cada vez com menos espaço para tantos veículos pesados disputando a preferência com os automóveis, aumentando o risco de acidentes; a dívida dos estados e municípios é uma vergonha, todos de pires na mão, sem dinheiro para investimentos; a Petrobrás perdeu bilhões, sem contar o engôdo do pré-sal, tão alardeado pelo lulla; o país "cresceu" extraordinários 0,9% em 2012; o ensino público faz lavagem cerebral na meninada, estão aí os exames do Enem para provar. A incompetência continua dando as cartas. Calamitosa é a situação dos caminhoneiros que transportam grãos da safra até ao porto de Santos, tendo de aguentar filas kilométricas para descarregar. Adianta ter orgulho de uma grande safra quando passamos a maior vergonha com a infraestrutura desgastada dos portos? Construções da Minha Casa, Minha Vida, erguidas para os desabrigados em Petrópolis-RJ, tem de ser demolidas antes de serem ocupadas por apresentarem rachaduras, ameaçando desabar. Resumo da comédia: o país está sem lenço e sem documento. O título é uma paráfrase do final da ópera "Falstaf", de Giuseppe Verdi, "tutto nel mondo é burla", mas que se aplica bem ao nosso caso. A mediocridade goza da nossa cara. Como disse o filósofo e economista inglês John Stuart Mill: "A tendência geral das coisas no mundo é fazer da mediocridade o poder que rege os homens".

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