quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

 Cidadãos e Políticos.

A diferença entre nós e eles. Se queremos saber quantos Brasis nós somos, simplifiquemos. Deixemos para trás as distinções clássicas: Norte, Nordeste, Sudeste, Centro Oeste, Sul, trabalhadores, empresários, etc. Tudo verdadeiro, mas, se a gente olhar bem, nós somos apenas dois Brasis: nós e eles. Nós cidadãos, a parte que carrega o piano, vítima de malfeitos e do gigantismo do Estado, e eles, os políticos, a parte suspeita;  o Congresso com suas articulações, o Executivo e suas ambiguidades e o STF com suas várias interferências nos outros poderes. A muito tempo o debate político, econômico e social se nutre deste embate entre esses dois mundos. Quando aparecem corrupções ( o que acontece seguido)  inundamos a midia e as redes sociais com mensagens de indignação, na certeza de que somos sempre os mais imaculados, e eles, salvo as exceções de praxe, uma maioria suspeita. Entretanto devemos levar em conta o seguinte: eles não estão no Congresso, nos Ministérios e nos Palácios por decreto ou por um golpe de estado, nós os colocamos lá com eleições livres, Se alguns são corruptos ou com problemas na justiça digo que,muitos de nós ao votar, não atentamos para a vida pregressa dos candidatos, dando pouco valor ao nosso voto. Aos políticos caberia um código de conduta melhor e a nós não usarmos o voto com displicência. 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

 Planeta Terra e os recursos naturais  

 

O Planeta Terra, onde habita a humanidade, é, até onde se conhece, o único que oferece condições de vida e recursos naturais para mantê-la e expandi-la. A questão bastante debatida entre as lideranças mundiais, mas sem respostas é; até quando os recursos naturais existentes no planeta irão suportar o consumismo e a exploração desequilibrada, sem tempo da natureza e do planeta se refazer? 

 

Cada vez mais, nos damos conta da escassez dos recursos naturais. Água potável, petróleo, gás Helio, abelhas e até a areia estão desaparecendo aos poucos e, certamente modificará vários aspectos da vida no planeta. Muitos estudiosos tentam calcular a carga máxima de habitantes que a terra pode suportar, mas ainda sem resposta definitiva. Alguns calculam que o planeta suportaria 13,4 bilhões de habitantes, outros estimam entre um bilhão e um trilhão de pessoas. As estimativas são baseadas na quantidade de recursos naturais ainda existentes no planeta e que já dão sinais de esgotamento, como alimentos, água, florestas numa velocidade alarmante. 

 

É perfeitamente possível que nos próximos anos aumente o número de famintos devido à escassez de alimentos, causando a desnutrição, assim como a falta de água vai deteriorar a higiene pessoal. A pandemia surgiu como um alerta nos tempos atuais, mas a malária ainda é um problema para muitos países que não conseguem reduzir ou eliminar o mosquito transmissor em função das mudanças climáticas que favorecem a sua reprodução. A alarmante diferença entre as populações ricas em relação às pobres é outro fator que tem contribuído para a degradação ambiental. O excesso de consumo dos ricos tem produzido uma dívida ecológica financeira sem precedentes. São nesses países onde se consome a maior quantidade de combustíveis fósseis, que tem elevado o risco de doenças, principalmente nos aglomerados dos grandes centros urbanos. 

 

A população mundial dá mostras que está mal distribuída. Tem regiões que se assemelham a verdadeiros formigueiros humanos, outras quase desabitadas.  O Brasil ocupa, no presente, 17 habitantes por Km2, sendo, portanto candidato a receber mais pessoas, especialmente no Norte. Porém há dois obstáculos: a desigualdade social e o risco ambiental. O país tem 27% das possíveis terras agricultáveis do mundo, mas se elas forem ocupadas, será o fim da Amazônia. 

 

Outros espaços no planeta como as áreas polares, desertos e montanhas íngremes ocupam um terço da Terra, mas são quase inabitáveis. Nas áreas geladas os gastos com energia impedem a ocupação. A Antártida, com 8,9% das terras emersas do planeta só tem quatro mil habitantes. Enquanto isso, no Sudeste Asiático e Ásia oriental se concentra o maior numero de humanos. Somadas, as populações da China, Índia, Indonésia, Bangladesh e Paquistão ocupam apenas 11% das terras emersas do planeta, mas respondem por mais de 40% da humanidade. Quase a metade dos novos habitantes do mundo nasce nessa região. O norte da África concentra a maior parte dos 125 milhões de pessoas do mundo todo que a cada ano migram para outros países. Na chamada África Negra, abaixo do deserto do Saara, o problema é a epidemia de AIDS e a recente Covid-19 que tem ceifado 15 anos da expectativa de vida nas últimas décadas. Mesmo assim o continente deve ganhar mais 1,2 bilhões de pessoas até 2050. 

 

Tudo isso para dizer que os estoques de recursos naturais existentes no planeta podem entrar em colapso em 40 anos, afirmam os especialistas. Os atuais recursos que garantem a vida humana na terra, apesar de parecerem abundantes e infinitos, são escassos e, se usados de forma excessiva e desmedidos, irão se esgotar e extinguir mais de 75% das espécies existentes hoje no planeta, inclusive a humana. 

 

Artigo de autoria do conselheiro do Corecon-RS e diretor da Associação Comercial de Pelotas (ACP), economista João Carlos Medeiros Madail.

 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Entrelivros.

 Bom dia. Estou reativando meu blog a partir de hoje. Os posts não serão mais sobre política, Serão sobre literatura, livros, língua e escrita. 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Se a presidanta fosse um pouquinho menos arrogante e cabeçuda poderia, num gesto de respeito ao povo, nomear logo o novo ministro da fazenda e destituir toda a direção da Petrobrás. Só assim acalmaria o empresariado e talvez conseguisse um mínimo de credibilidade para o novo mandato. Mas sabemos que ela não terá esta humildade, vai continuar dizendo que não sabia de nada e que o seu governo combate a corrupção, quando se sabe que o maior escândalo da República está sendo investigado pela Polícia Federal, órgão do Estado e não do seu governo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Venceu o assistencialismo. Passada a borrasca da eleição, a represidenta veio com o papo de união do país quando se sabe e se viu que foi ela e seu padrinho lula que patrocinaram a divisão, entre vermelho e azul, nós e eles, nordeste contra sudeste, brancos contra negros, elite contra pobres, etc. Propôs também um plebiscito para a tão badalada reforma política que nunca sai, quando se sabe que esta matéria é prerrogativa do Legislativo via referendo à população. O objetivo d...a proposta seria o de enfraquecer o Congresso e pô-lo à reboque de futuros desmandos petistas. A economia entra em marcha batida rumo ao brejo. Aumentos negados durante a campanha mentirosa pipocam de todos os lados: juros, combustíveis e energia elétrica. Crescimento ridículo e inflação sem controle. E agora dona dilma? A festa acabou. O povo quer soluções e não promessas e discursos. Respostas para a economia estagnada, o fisiologismo, a corrupção, os escândalos, a insegurança, o aparelhamento do estado. O Brasil Dilma da Silva começou a mostrar a sua face sombria. Fomos chamados a capitalizar a Petrobrás via aumentos para tapar o rombo com a roubalheira na empresa. O governo dilmista perdeu o medo de afrontar o povo. Não perdeu a vergonha, porque ninguém perde aquilo que não tem.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Pensar não dói.
O pronunciamento de fim de ano da presidenta, que deveria ser apenas de votos de feliz natal e ano novo, serviu para mais uma deslavada propaganda política do seu pífio governo. Segundo ela tudo está às mil maravilhas. Boas festas, augúrios e duas facadas pelas costas dos contribuintes: a correção da alíquota do Imposto de Renda na fonte em 4,5%, inferior à inflação do período, em ...torno de 6% a.a., e o aumento do IOF para compras com cartão no exterior, de 0,38% para 6,38%. Significa que no caso do IR assalariados antes isentos passarão a pagar, engrossando o número de contribuintes, e no caso do IOF, uma tungada de 1.600%. É ou não é aumento da carga tributária? Tudo para aumentar a receita porque o governo dela não tem competência para conter os gastos com a mastodôntica máquina estatal. Verdadeiros presentes gregos. E tem gente que elogia e quer reeleição.
Pensar não dói.
Primeiro ele encheu a despensa com iguarias, gastou R$ 98 mil. Depois pegou um avião da FAB e foi a um casamento na Bahia. Em seguida foi ao Recife com um jatinho também da FAB para fazer um implante de cabelos. Tudo pago com o dinheiro do pobre contribuinte, é claro. Estou falando do senador Calheiros, presidente do Senado e do Congresso, o 3º na sucessão presidencial, um cara qu...e deveria dar exemplo de moralidade com a coisa pública. Sou careca há mais de 40 anos. Será que eu conseguiria um aviãozinho da FAB para fazer um implante de cabelos lá no Recife? Certos pais da pátria não se emendam, tentam custear todo tipo de mordomias com dinheiro público. Se colar, colou. Se alguém reclama, voltam atrás, e cinicamente se comprometem a ressarcir as despesas. E fica por isso mesmo, aliás, como tudo neste país. Mais um tempo e eles voltam a atacar novamente.
Sempre tive alguma dificuldade com a fé, apesar de ela ser um dos pilares do catolicismo, minha religião, junto com a esperança e a caridade. É difícil ter fé quando os valores tradicionais desmoronam a seu lado e a realidade que nos cerca está muito distante daquela idealizada pelos cidadãos de bem. Aqui não acontece nada de revolucionário, transformador. Aqui os donos do poder sempre dão um jeitinho e acomodam as coisas, levando, é claro, uma beirada. 2014 será o ano da Copa, não adiantará passeatas, protestos, quebra-quebra, sairá de qualquer jeito, com problemas nas estradas, nos aeroportos ou com segurança. Servirá de propaganda política, com caneco ou não, para o partido que quer se eternizar no poder.
 
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