sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Pensar não dói.
O pronunciamento de fim de ano da presidenta, que deveria ser apenas de votos de feliz natal e ano novo, serviu para mais uma deslavada propaganda política do seu pífio governo. Segundo ela tudo está às mil maravilhas. Boas festas, augúrios e duas facadas pelas costas dos contribuintes: a correção da alíquota do Imposto de Renda na fonte em 4,5%, inferior à inflação do período, em ...torno de 6% a.a., e o aumento do IOF para compras com cartão no exterior, de 0,38% para 6,38%. Significa que no caso do IR assalariados antes isentos passarão a pagar, engrossando o número de contribuintes, e no caso do IOF, uma tungada de 1.600%. É ou não é aumento da carga tributária? Tudo para aumentar a receita porque o governo dela não tem competência para conter os gastos com a mastodôntica máquina estatal. Verdadeiros presentes gregos. E tem gente que elogia e quer reeleição.
Pensar não dói.
Primeiro ele encheu a despensa com iguarias, gastou R$ 98 mil. Depois pegou um avião da FAB e foi a um casamento na Bahia. Em seguida foi ao Recife com um jatinho também da FAB para fazer um implante de cabelos. Tudo pago com o dinheiro do pobre contribuinte, é claro. Estou falando do senador Calheiros, presidente do Senado e do Congresso, o 3º na sucessão presidencial, um cara qu...e deveria dar exemplo de moralidade com a coisa pública. Sou careca há mais de 40 anos. Será que eu conseguiria um aviãozinho da FAB para fazer um implante de cabelos lá no Recife? Certos pais da pátria não se emendam, tentam custear todo tipo de mordomias com dinheiro público. Se colar, colou. Se alguém reclama, voltam atrás, e cinicamente se comprometem a ressarcir as despesas. E fica por isso mesmo, aliás, como tudo neste país. Mais um tempo e eles voltam a atacar novamente.
Sempre tive alguma dificuldade com a fé, apesar de ela ser um dos pilares do catolicismo, minha religião, junto com a esperança e a caridade. É difícil ter fé quando os valores tradicionais desmoronam a seu lado e a realidade que nos cerca está muito distante daquela idealizada pelos cidadãos de bem. Aqui não acontece nada de revolucionário, transformador. Aqui os donos do poder sempre dão um jeitinho e acomodam as coisas, levando, é claro, uma beirada. 2014 será o ano da Copa, não adiantará passeatas, protestos, quebra-quebra, sairá de qualquer jeito, com problemas nas estradas, nos aeroportos ou com segurança. Servirá de propaganda política, com caneco ou não, para o partido que quer se eternizar no poder.
 
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